A HISTÓRIA MUDA DE CENÁRIO, MAS O RACISMO PERSISTE. !
Da escravidão à fotografia Todos Negros, de Luiz Morier, em 1978, até as manifestações contemporâneas de ódio e violência racial, o Brasil revela uma continuidade histórica que não podemos ignorar. Mudaram os modos de operação, os discursos e os instrumentos de opressão, mas a população negra continua enfrentando as consequências de uma estrutura racista que atravessa gerações.
Há também uma resistência persistente à presença de pessoas negras em posições estratégicas de poder, decisão e influência. Para determinados setores da sociedade, parece difícil aceitar que pessoas negras ocupem espaços de prestígio, liderança e protagonismo. Quando essa presença desafia hierarquias historicamente estabelecidas, o racismo pode se manifestar em ataques, desqualificações e tentativas de deslegitimação.
A imagem de Júlia Zanatta com um chicote nas mãos e um arco na cabeça nos provoca a refletir sobre os símbolos, as práticas e as ideias que atravessam o tempo e evocam uma história marcada pela desumanização da população negra.
A história não se transforma sozinha. Neste momento eleitoral, a decisão também está em nossas mãos: escolher entre a reprodução das desigualdades e a construção de um país comprometido com a democracia, a justiça racial e a dignidade humana. Não basta reconhecer a existência do racismo; é preciso enfrentar suas manifestações e garantir que a população negra tenha voz, representação e poder real de decisão.
O Instituto Coisas de Gente Preta reafirma seu compromisso com a informação, a consciência racial e a ação política. Conhecer a história é fundamental. Compreender o presente e agir para transformá-lo é indispensável.
Márcio Madeira ∴
Ex-presidente do IPCN
Presidente Nacional do PCNB — Responsável pelo
Instituto Coisas de Gente Preta
A HISTÓRIA MUDA DE CENÁRIO, MAS O RACISMO PERSISTE. !
Da escravidão à fotografia Todos Negros, de Luiz Morier, em 1978, até as manifestações contemporâneas de ódio e violência racial, o Brasil revela uma continuidade histórica que não podemos ignorar. Mudaram os modos de operação, os discursos e os instrumentos de opressão, mas a população negra continua enfrentando as consequências de uma estrutura racista que atravessa gerações.
Há também uma resistência persistente à presença de pessoas negras em posições estratégicas de poder, decisão e influência. Para determinados setores da sociedade, parece difícil aceitar que pessoas negras ocupem espaços de prestígio, liderança e protagonismo. Quando essa presença desafia hierarquias historicamente estabelecidas, o racismo pode se manifestar em ataques, desqualificações e tentativas de deslegitimação.
A imagem de Júlia Zanatta com um chicote nas mãos e um arco na cabeça nos provoca a refletir sobre os símbolos, as práticas e as ideias que atravessam o tempo e evocam uma história marcada pela desumanização da população negra.
A história não se transforma sozinha. Neste momento eleitoral, a decisão também está em nossas mãos: escolher entre a reprodução das desigualdades e a construção de um país comprometido com a democracia, a justiça racial e a dignidade humana. Não basta reconhecer a existência do racismo; é preciso enfrentar suas manifestações e garantir que a população negra tenha voz, representação e poder real de decisão.
O Instituto Coisas de Gente Preta reafirma seu compromisso com a informação, a consciência racial e a ação política. Conhecer a história é fundamental. Compreender o presente e agir para transformá-lo é indispensável.
Márcio Madeira ∴
Ex-presidente do IPCN
Presidente Nacional do PCNB — Responsável pelo
Instituto Coisas de Gente Preta